quarta-feira, 15 de agosto de 2012
relato
Relato. Por palavra e paixão. De todas as histórias lidas,
em línguas ainda desconhecidas. Em torno de palavras, dando relação ao
ambiente, ao quente, ao extremo ligado a um. Submete-me ao arrebatamento da
forma escrita em sua pureza, beleza e ousadia descritas. Formatos, enquadrados
em perfis infantis, o infanto-juvenil, a classe gramatical exata para a
expressão, transgressão e a subordinação do leitor. O português. Nascido
sabe-se lá de onde, indo pra lugar algum. A língua que não quer ser calada, a
língua que não pode ser calada. Sem descrição para tal, de firmeza incompreensível.
Maniqueísta, dos dois extremos, da paz e da guerra. A língua usada para acalmar
e para perturbar. A língua das faces. Aonde? Qualquer lugar. É tradução de
todas num funil egoísta de nós, de mim. Eu poderia entender. Não posso. E aí
está: a concepção do entendimento sobre um pano de fundo que é a confusão. Uma
verdadeira sopa de letrinhas. Ainda não sou letrado. Orgasmo e gozo em
diferentes momentos, sobre diferentes aspectos. Espectro da palavra.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
'constantemente emergindo com graça'
Sem mais
Vagarosamente você comeu pelas beiradas
Todas as fatias
Sentimento que mata
Vagarosamente
Fios de sanidade
quinta-feira, 19 de julho de 2012
possibilidades impossíveis
É impossível fugir das grades que cercam a memória;
É impossível tentar lembrar que seja o que quiser para
qualquer ocasião;
É impossível simplesmente querer poder no momento em que tiver;
É impossível rejuvenescer o esquecido na membrana da memória
desgastada;
É impossível filtrar cada grau de sanidade;
É impossível viver do vivido esperando o que será;
É impossível o medo viver da coragem;
É impossível pegar o ônibus na hora desejada;
É impossível fundar medidas para saúde mental do louco que
nega sua inacabável busca de lugares;
É impossível encontrar lugares sadios;
É impossível dar possibilidades a medidas e formas que não
se permitem medir e não possuem formas;
É impossível ter possibilidades.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
e daí nasceu um encanto...
Alguém me despertou uma imensurável vontade de me apaixonar.
Esse alguém também, como boa pessoa que é, me convidou pra entrar na casa de uma porta só, sua vida.
E aí, como não recuso convites, eu entrei, achando que já conhecia o espaço. Mal sabendo que o que vinha era incomensurável.
Transbordando assim, o que de bom eu tinha visto com meus olhos inseguros de conhecedor, e só conhecedor.
É recíproco, e essa é uma forma de apresentar isso, minha flor!
Exatamente como você fez.
Bonita, elegante e sincera. E inteligente também, oras!
Esse alguém também, como boa pessoa que é, me convidou pra entrar na casa de uma porta só, sua vida.
E aí, como não recuso convites, eu entrei, achando que já conhecia o espaço. Mal sabendo que o que vinha era incomensurável.
Transbordando assim, o que de bom eu tinha visto com meus olhos inseguros de conhecedor, e só conhecedor.
É recíproco, e essa é uma forma de apresentar isso, minha flor!
Exatamente como você fez.
Bonita, elegante e sincera. E inteligente também, oras!
terça-feira, 10 de julho de 2012
meu bem
Tornou tristeza quando te digo
que amo.
Meu bem.
Meu bem é tristeza.
Eu amo tanto que talvez ame tudo
que venha para o meu bem.
O que vem é o bem. Quando vai, tristeza.
domingo, 1 de julho de 2012
tranquilidade nos seus(meus) sonhos
Tranquilidade nos seus sonhos. Quando abrimos uma porta
principal e, esta como fundamento é o convívio social, levamos para dentro
junto um turbilhão de sentimentos confusos. Embaraçoso é não saber se adaptar
com o interior, é não saber distinguir as qualificações que damos ao que
sentimos. E nem sempre identificamos nossos próprios comandos. Nunca saberemos
distinguir a razão do que vem do coração. Pense bem, de onde vem o amor? E o
pavor? Instintos são comandos cerebrais? “Fique mais um pouco e tome um café”,
eu realmente procuro por qual motivo esse convite é feito. Não sei se você
estará sendo simplesmente educado ou deveras gosta da minha companhia. Não sei.
Só sei que vou querer ficar.
quinta-feira, 21 de junho de 2012
vômito
cada vez que dormimos envelhecemos um dia. somos convidados a vida, como se ela, grande anfitriã, desse seu ponto de vista de bandeja para nós e que possamos usufruir dos benefícios de ser. furtivo querer de viver, momentâneo, instantâneo e passageiro. hoje imaginei todos os sentimentos e os dei animaria, pensei em anões ou pequenos seres inimagináveis. cômico? vai saber, afinal, eu não dei risadas. nossos corpos como tronco de árvores, ou como flores, aleatoriamente podem ser apenas gnomos ou abelhas. dentro do tronco, os gnomos. passando pelas flores, as abelhas. ainda não decidi. de qualquer forma, esses pequenos seres inimagináveis me vieram a memória como se existissem nessas animações. viveriam em um lugar maravilhoso. haviam histórias mais bonitas pra contar. hoje eu me sinto escasso. minha mente é como qualquer outra e o espaço é todo da vida e ela é sempre foco das atenções. como é preocupante crescer e envelhecer, como é preocupante viver distribuído, como é preocupante ingressar em uma vida... imaginaram como é preocupante esquecer a fantasia? a imaginação é tão fantástica que as vezes quero viver somente pra ela. imaginem-se todos crianças, imaginem-se com seus interesses infantis. quem inventou o termo voar para nós que não para os pássaros somente? por que somos permitidos? talvez todos os meus sentidos não possam me responder a todas as questões. clinicamente, se fantasiarmos somos esquizofrênicos. qual a razão? até deus pode ser um delírio, por que a vida não? somos febris, estamos delirando a aflição, a cada milagre. tudo isso está nos moldes da fantasia, tudo isso é tudo o que queremos que seja. todos deliram em conjunto por uma questão sadia, por uma questão financeira, por uma questão de liberdade. divino é tudo o que conseguimos imaginar. divino é tudo o que nossa visão, audição, olfato e paladar conseguem identificar. divino é termos uma memória pra armazenar. escassa é a nossa permissão.
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